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Como é ser mulher na construção civil?

  • Foto do escritor: Camila Ribeiro
    Camila Ribeiro
  • 8 de mar.
  • 3 min de leitura

Se você é mulher e atua na construção civil, já deve ter escutado pelo menos uma vez na vida um "Tem certeza que quer trabalhar nisso?" ou até um "Esse trabalho é muito pesado para você". Pois é, apesar de todo o avanço e das conquistas femininas, ainda enfrentamos desafios enormes para ocupar espaços nesse setor que, historicamente, foi dominado por homens.


A boa notícia é que estamos mudando esse cenário! Mais mulheres estão entrando na construção civil e mostrando sua competência, liderança e capacidade de transformar o setor. Hoje, não falamos apenas dos desafios, mas também das vitórias conquistadas com muito esforço e dedicação.

Como é ser mulher na construção civil?


O avanço feminino na construção civil


Nos últimos 20 anos, a participação feminina na construção civil cresceu 120%. Esse avanço se deve à ampliação do acesso à educação, ao fortalecimento de políticas de equidade e ao desempenho de mulheres que se destacam em diversas frentes do setor.

Atualmente, engenheiras, arquitetas, técnicas e operárias demonstram competência e eficiência, contribuindo para a inovação e o crescimento da indústria.

Há diversas mulheres que se destacam em cargos administrativos e operacionais na construção civil, servindo como referências e inspiração para outras profissionais. Aqui estão alguns exemplos notáveis:


Carmen Portinho (1903–2001): Patrona do Urbanismo no Brasil

Carmen Portinho (1903–2001): Patrona do Urbanismo no Brasil

Carmen Velasco Portinho foi uma engenheira civil, urbanista e feminista brasileira. Ela se formou em 1925 pela Escola Politécnica da Universidade do Brasil, tornando-se a terceira mulher a obter o diploma de engenharia no país.

Ao longo de sua carreira, Carmen enfrentou e superou diversos desafios em um ambiente predominantemente masculino, destacando-se por sua competência e determinação. Ela também foi diretora da Escola Superior de Desenho Industrial (ESDI), a primeira escola de design industrial da América Latina.


Deise Gravina: Projeto Mãos na Massa


Deise Gravina: Projeto Mãos na Massa

Deise Gralvina é a fundadora do Projeto Mãos na Massa, uma iniciativa que capacita mulheres, especialmente em situação de vulnerabilidade social, para atuar na construção civil. Com sua formação em engenharia civil, Deise busca empoderar mulheres ao desmistificar a ideia de que a construção é uma área masculina, oferecendo treinamentos práticos em alvenaria, pintura, elétrica e hidráulica. Seu projeto tem ajudado muitas mulheres a conquistarem autonomia financeira e a quebrarem estereótipos, proporcionando novas oportunidades de trabalho no setor. Deise é uma referência na luta pela inclusão feminina na construção civil.


Enedina Alves Marques (1913 - 1981): Primeira Engenheira Civil negra do Brasil

Enedina Alves Marques (1913 - 1981): Primeira Engenheira Civil negra do Brasil

Primeira mulher negra a se formar em engenharia civil no Brasil, em 1945, pela Universidade Federal do Paraná. Trabalhou em grandes projetos de infraestrutura no estado, incluindo a Usina Capivari-Cachoeira, demonstrando pioneirismo e resiliência em um setor predominantemente masculino e elitizado na época.


Maria do Amparo Xavier: Primeira Mestre de Obras do Brasil

Maria do Amparo Xavier: Primeira Mestre de Obras do Brasil

Maria do Amparo Xavier é considerada a primeira mulher a se tornar mestre de obras no Brasil, quebrando barreiras em uma profissão historicamente dominada por homens. Ela iniciou sua carreira no setor da construção civil em uma época em que as mulheres tinham poucas oportunidades em áreas técnicas e de liderança, como é o caso da função de mestre de obras. Maria do Amparo se destacou pela habilidade e competência, além de ser uma verdadeira pioneira em sua área.


Elisabete França

Elisabete França

Elisabete França é arquiteta e urbanista com vasta experiência em projetos de habitação social e requalificação urbana. Ela já ocupou cargos de destaque na Secretaria de Habitação do Estado de São Paulo e tem contribuído para a formulação de políticas públicas que impactam diretamente o setor da construção civil, evidenciando a importância da presença feminina em posições de decisão.




Além do protagonismo dessas e muitas outras profissionais, instituições como o Instituto Mulher em Construção, uma organização que visa a inclusão de mulheres em situação de vulnerabilidade no mercado de trabalho da construção civil.


Instituto Mulher em Construção

Desde 2006, a instituição promove capacitação, cidadania e empoderamento de mulheres em contextos de violência doméstica e desigualdade social. Recentemente, elas atuaram no Regenera RS, oferecendo apoio e qualificação para mulheres vítimas de desastres naturais, como os que ocorreram no Rio Grande do Sul, proporcionando oportunidades de recomeço e transformação através da construção civil.


Estamos prontas pro futuro e vivendo o presente


O futuro das mulheres na construção civil está se moldando de forma positiva.

Embora o caminho ainda tenha desafios, é inspirador ver empresas cada vez mais comprometidas em diversificar suas equipes e apoiar a inclusão feminina.

As novas gerações de engenheiras e líderes estão mais preparadas e determinadas a ocupar posições estratégicas. O setor está se reinventando, e a tendência é que, em breve, mais mulheres se destaquem e tenham o espaço que merecem na construção civil.


Uma homenagem às mulheres que constroem o futuro


Neste Dia Internacional da Mulher, celebramos todas as profissionais que, com competência e dedicação, vêm consolidando seu espaço na construção civil. O setor está mudando, e isso é resultado do talento e da persistência de mulheres que acreditam no seu potencial. Que cada conquista sirva de inspiração para as próximas gerações. Feliz Dia das Mulheres! ❤️


 

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